Mitos sobre os tratamentos contra o câncer

0

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou recentemente uma nova metodologia para o tratamento do câncer, que traça o perfil molecular do tumor e do tecido saudável da pessoa com a doença a fim de indicar as terapias e os medicamentos mais adequados de forma personalizada.

O novo método foi desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz e tem como principal objetivo indicar tratamentos mais precisos e que causem menos efeitos colaterais.

A verdade é que muitos mitos ainda são apresentados como verdades absolutas no que diz respeito às formas de combater o câncer. Para desmitificar alguns deles, Natália Nunes, oncologista da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico, listou 5 mentiras que rondam o tratamento da doença.

De acordo com a médica, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil, superado apenas por doenças cardiovasculares. O número de óbitos no país em decorrência da doença aumentou mais de 30% desde o ano 2000 e chegou a 223,4 mil pessoas por ano no final de 2015.

As estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que os casos de câncer tendem a aumentar em todo o mundo na próxima década. Até o ano de 2030, pelo menos 27 milhões de pessoas em todo o planeta devem desenvolver algum tipo de câncer.

Confira a seguir alguns mitos que envolvem a doença e seus tratamentos:

1 – O câncer tem tratamento padrão?

Segundo Natália, é importante ter em mente que o câncer não é uma única doença, e, portanto, não tem um tratamento padrão. Um paciente com câncer de mama tem uma doença diferente da que tem um com câncer de próstata ou de pulmão, com tratamentos e abordagens específicas para cada caso. Mesmo pacientes com o mesmo diagnóstico podem ter doenças com características próprias e, logo, com terapias diferentes entre si.

“Antes de começar a tratar o câncer, é preciso avaliar o paciente para que seja planejado qual o melhor tratamento. A análise é feita a partir de muita conversa a fim de averiguar o estado geral do paciente, da investigação de outras doenças e de uma bateria de exames”, explica a oncologista.

2 – A quimioterapia é indicada para todos os casos de câncer?

Não existe um único tipo de tratamento para combater o câncer e nem sempre a quimioterapia é indicada como forma de tratar a doença. De acordo com a médica, atualmente a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são os tratamentos mais comuns utilizados.

Até mesmo a quimioterapia pode ser diferente dependendo do tipo de câncer. “O objetivo dela é atacar as células do tumor e impedir que elas continuem crescendo. Normalmente, a quimioterapia é aplicada no paciente de forma intravenosa. Contudo, também existem drogas que podem ser usadas por via oral”, afirma a médica.

3 – Todo mundo que faz quimioterapia perde os cabelos?

Assim como cada câncer é uma doença diferente, cada quimioterapia é uma droga diferente, com efeitos colaterais diferentes, de acordo com Natália.

“Os danos também podem variar de pessoa para pessoa. Falando genericamente, os efeitos colaterais mais importantes da quimioterapia são as alterações em células do sangue, ou seja, a quimioterapia pode causar anemia, baixar as contagens de plaquetas e diminuir as células de defesa do paciente”.

Segundo a especialista, algumas quimioterapias também têm como efeito a queda de cabelos, o que é chamada de alopecia. Vale lembrar, no entanto, que a perda é apenas durante o tratamento. Uma vez terminada a quimioterapia, os cabelos voltam a crescer.

4 – A dieta não interfere na prevenção e na recuperação?

Não existem evidências científicas fortes de que ingerir determinado alimento vai auxiliar ou prejudicar o controle ou o tratamento do câncer. Mas, de acordo com a oncologista, manter uma alimentação equilibrada pode auxiliar no controle dos efeitos colaterais, melhorar o ânimo e dar mais energia ao paciente. “É sempre recomendado o bom senso e que o paciente se alimente de forma mais saudável possível”, afirma.

5 – Durante o tratamento, atividades físicas estão proibidas?

Se não houver contraindicação médica, o exercício físico não é apenas permitido, como aconselhado. “Assim como alimentação, a atividade física melhora alguns efeitos colaterais associados ao tratamento e aumenta disposição do paciente.

Já o tipo de exercício depende do histórico do paciente. Se ele era sedentário anteriormente ou não. “Aconselho para os pacientes sem nenhuma contraindicação médica e sedentários anteriormente que comecem com uma atividade aeróbica, como caminhada e, de preferência, sob supervisão de um profissional de educação física”.

Informações: IG, Portal Terra.

Deixe um comentário

Seja o Primeiro a Comentar!

Me notifique
avatar
wpDiscuz