Eclipsemania toma conta dos Estados Unidos

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Os Estados Unidos, o país por excelência dos fenômenos em massa, se preparam para viver um bastante incomum. Na segunda-feira, pela primeira vez em 99 anos, um eclipse solar total irá cruzar os EUA de costa a costa. Milhões de pessoas acompanharão o acontecimento, que provocou uma euforia com consequências palpáveis e imprevisíveis.

Na meca do capitalismo, encontrar os óculos adequados para se observar o eclipse de 21 de agosto é uma odisseia, já que quase todos estão esgotados há semanas. Para se conseguir um é preciso implorar a conhecidos em instituições científicas ou enfrentar longas filas nos museus que compartilham de graça durante determinadas horas do dia.

Decidir de última hora visitar um dos epicentros do eclipse custa facilmente 2.000 dólares para um voo de ida e volta a partir de Washington. Em Charleston (Carolina do Sul), onde vai terminar a passagem do eclipse sobre os EUA, uma noite em um hotel custa em torno de 500 dólares. Espera-se que dezenas de milhares de pessoas se desloquem a algumas das áreas onde o eclipse será total, e estão previstas diversas atividades paralelas ao acontecimento.

O eclipse é um fenômeno astronômico de sensações mágicas. A Lua passa pela frente do Sol e este deixa de ser visível. De repente, na manhã de segunda-feira, ficará gradualmente escuro e, durante um ou dois minutos, dependendo do local, a escuridão será total. As estrelas brilharão e os pássaros ficarão imóveis.

Em uma faixa que cruzará diagonalmente de oeste a leste dos EUA, o eclipse será observado de forma total. No restante do país o eclipse será parcial, como na América Central, na Europa ou na América do Sul —no Brasil, Boa Vista (Roraima) e Macapá (Amapá) serão as melhores cidades para acompanhar o fenômeno. Os eclipses solares totais não são tão incomuns: ocorrem em algumas zonas do planeta a cada 18 meses, mas é raro que possam ser observados de locais habitados. Após o de segunda-feira, o próximo eclipse total visível da terra acontecerá em janeiro de 2019, com Argentina e Chile como melhores países para contemplá-lo. E o próximo eclipse na América do Norte ocorrerá em abril de 2024.

O eclipse de segunda-feira chegará aos Estados Unidos às 10h16 (hora local) em Lincoln Beach, no Oregon. De lá, sua sombra se deslocará para o leste durante cerca de 90 minutos. A faixa será de 113 quilômetros de largura e 4.000 quilômetros de comprimento. Cruzará os Estados de Oregon, Idaho, Wyoming, Montana, Nebraska, Iowa, Kansas, Missouri, Illinois, Kentucky, Tennessee, Georgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul. Terminará em Charleston (Carolina dol Sul) às 14h48 hora local.

O melhor local para vê-lo será Cardondale, um povoado de Illinois onde o Sol ficará escondido pela Lua durante mais tempo: 2 minutos e 41 segundos. A trajetória do eclipse passa por cima de zonas rurais e cidades pequenas, de forma que se locomover de carro será praticamente obrigatório. A maior cidade de onde poderá se observar o fenômeno é Nashville (Tennessee), que tem 609.000 habitantes.

Muitos acreditam que uma enorme multidão irá acompanhar o eclipse, em um país com mais de 300 milhões de habitantes e em pleno verão. “Certamente será o eclipse total mais observado da história”, disse o astrônomo Rick Fienberg, da Sociedade Americana de Astronomia.

E algumas pessoas terão visuais incomuns. Uma empresa de cruzeiros navegará pela costa Leste durante o momento de máxima escuridão, e não só isso: a bordo do navio se apresentará o cantor Bonnie Tyler, autor do hit Total Eclipse of the Heart. E uma companhia de aviões, a Air Charter Service, organizou voos para aqueles que querem ver o acontecimento do céu.

Informações: IG, Portal Terra.

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